O estado do Rio de Janeiro contabilizou 269 casos confirmados de Mpox em 2026. O resultado superou os 119 registros ocorridos durante todo o ano anterior e os 92 do mesmo período em 2025. Outras 119 notificações suspeitas seguem sob investigação pelas autoridades de saúde do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-RJ).
Na capital fluminense, as infecções apresentaram aceleração nos últimos dois meses, somando 74 diagnósticos confirmados. O volume representa sete vezes a contagem apurada no mesmo intervalo de 2025.
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), até o dia 2 de novembro, 953 pessoas haviam sido imunizadas em todo o território fluminense. O município, no entanto, está sem doses da vacina disponíveis na rede pública.
O mês de setembro registrou 45 ocorrências, o valor mais alto para um único mês nos últimos três anos. Em outubro, 29 novas infecções foram notificadas. Atualmente, dez pacientes estão internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz.
O ex-secretário de Saúde e deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ) cobrou a aquisição de novos lotes pelo Governo Federal para conter o vírus.
— A compra da vacina contra a monkeypox é essencial para evitar a disseminação da doença e garantir a proteção dos grupos mais vulneráveis. A Frente Parlamentar da Vacina estimula e cobra que cada vez mais a gente tenha vacina no tempo correto e no momento em que as pessoas precisam. Aqui no Rio de Janeiro, o aumento do número de casos liga um alerta para todo o Brasil — afirmou o parlamentar.
A imunização é indicada pelo Ministério da Saúde para públicos prioritários, como pacientes com HIV em estágio avançado, trabalhadores de laboratórios expostos e contatos de risco.
A Mpox é uma infecção provocada por um vírus que gera febre, dores corporais e feridas cutâneas com evolução para bolhas. O contágio ocorre por meio de contato direto com lesões, fluidos e secreções, além de objetos contaminados. A evolução costuma ser leve, mas há risco de complicações.
O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho orienta que as pessoas com sintomas da doença procurem atendimento médico rapidamente.
— O que a pessoa tem que fazer é correr para o médico. Essa é uma doença contagiosa por via sexual, por via aérea também, então as outras pessoas que estejam próximas estão sob risco de contaminação — declarou.
A Mpox era conhecida até 2022 como varíola dos macacos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu descontinuar o nome para evitar estigmas relacionados aos animais. O novo nome, no entanto, é apenas uma abreviação do termo original em inglês: monkeypox.
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