O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vem pressionando o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico. O desafio de Lula ao adversário, no entanto, pode não ter o efeito esperado pela campanha do presidente, que busca uma virada para vencer as eleições.
Lula falou pela primeira vez sobre o assunto no último domingo (18/10), durante o debate presidencial da TV Band. Na ocasião, ele desafiou Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancário e telefônico de ambos os candidatos à Presidência da República para que a população saiba “quem é ladrão neste país”.
Nessa terça-feira (20/10), Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição que solicita a divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos até esta quarta-feira (21/10).
O documento prevê a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de seus familiares referentes aos últimos oito anos.
A medida, no entanto, está condicionada à adoção de providência idêntica por parte do adversário. A solicitação prevê que os dados sejam disponibilizados à população por meio da plataforma DivulgaCandContas ou de outro portal eletrônico de acesso público.
Quebra de sigilo inclui Janja e 5 filhos de Lula
O pedido abrange tanto os candidatos quanto integrantes de suas famílias. No caso de Lula, a abertura dos sigilos inclui a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, os cinco filhos e dois netos maiores de 18 anos. Em relação ao adversário, a petição requer a divulgação dos dados do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da mãe, dos três irmãos e da esposa.
O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, foi designado relator da ação e ficará responsável pela análise da petição.
Nos próximos dias, o tema deve se tornar um dos principais instrumentos da campanha de Lula para constranger o adversário às vésperas do segundo turno. A cobrança também deve ser abordada pelo presidente no debate da TV Globo, previsto para esta sexta-feira (23/10).
Nas redes sociais, apoiadores do presidente têm reforçado a pressão sobre Flávio por meio de publicações e hashtags relacionadas ao assunto.
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