O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou o aumento do programa Bolsa Família em apenas um dia, conforme apontam documentos internos do governo federal.
O reajuste do benefício foi anunciado no dia 17 de setembro. A correção de 15% do programa ocorreu a 17 dias do primeiro turno das eleições.
A documentação produzida seguiu uma tramitação incomum. Pela regra, atos oficiais, decretos, despachos e a maioria de documentos tramitem pelo Sistema Eletrônico de Informação (SEI) do governo federal. No entanto, no caso do Bolsa Família, a papelada tramitou fora do sistema SEI, por meio de uma autorização da Casa Civil da Presidência da República, que queria manter tudo em sigilo. As informações são do Estadão.
A Casa Civil informou ao Planejamento que poderia seguir uma norma editada em 2024 que definiu os padrões de produção de atos oficiais no governo federal. Essa norma estabelece que, “em casos excepcionais”, o caminho dos documentos pode ser diverso da maioria dos registros da burocracia federal.
Os registros foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno das eleições de 2026, o governo Lula antecipou o calendário do pagamento do Bolsa Família.
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