Leonardo da Silva Santos, conhecido como Boquita, foi condenado nesta quarta-feira (4), em Uruaçu, a 3 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de homicídio contra Reginaldo Mendes da Silva. O crime ocorreu em 20 de março de 2024, no Setor Aeroporto I.
Após a decisão dos jurados, o juiz Luiz Fabiano Didoné fixou a pena em regime inicial fechado, determinou a prisão imediata de Leonardo e negou a ele o direito de recorrer em liberdade.

O que decidiu o júri
Os jurados reconheceram que Leonardo teve a intenção de matar Reginaldo e rejeitaram o pedido de absolvição e a tese de legítima defesa. No entanto, entenderam que ele agiu sob violenta emoção após ter sido provocado pela vítima. Essa circunstância foi considerada na redução da pena.
A defesa alegou que Reginaldo havia ameaçado matar Leonardo e seus familiares. Conforme a sentença, a vítima admitiu ter feito uma ameaça de morte. A provocação foi reconhecida pelos jurados, mas não foi aceita como justificativa para caracterizar o ataque como legítima defesa.
Entenda como a pena foi calculada
Inicialmente, o juiz estabeleceu a pena em 7 anos de prisão, considerando os antecedentes criminais de Leonardo. Na etapa seguinte, a punição aumentou para 7 anos e 6 meses: a confissão foi considerada favorável ao réu, mas a reincidência teve maior peso.
Depois, foram aplicadas duas reduções sucessivas de um terço. A primeira, pela tentativa de homicídio, reduziu a pena para 5 anos. A segunda, pelo reconhecimento da violenta emoção após a provocação, levou ao resultado final de 3 anos e 4 meses de prisão.
Segundo a sentença, o regime inicial fechado foi definido em razão dos antecedentes criminais e da reincidência em mais de uma ocasião.
Como aconteceu o crime
O ataque ocorreu após desentendimentos envolvendo ciúmes, relacionamento amoroso e ameaças. Reginaldo foi atingido por golpes de faca e fugiu para o Bar do Cedil, próximo ao semáforo da Avenida Níquel.
De acordo com o proprietário do estabelecimento, Cedil Elias Vieira, Leonardo chegou ao bar e afirmou que não mataria Reginaldo naquele local por consideração ao dono.
Enquanto Cedil conversava com Leonardo, Reginaldo conseguiu escapar. O acusado teria retomado a perseguição. A vítima pulou o muro de uma casa, pediu socorro e sobreviveu ao ataque.
A acusação foi conduzida pelo promotor Afonso Antônio Gonçalves Filho. A defesa ficou a cargo dos advogados dativos Adenilson dos Santos Silva Filho e Francisco de Assis Santos da Silva.
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