“Machista e misógino” no JN, Lula interrompeu Renata Vasconcellos 11 vezes
Presidente foi sabatinado pela apresentadora e por César Tralli
Publicado em 28 de agosto de 2026, às 15h:36
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Durante sabatina no Jornal Nacional nesta quinta-feira (27), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu a jornalista Renata Vasconcellos onze vezes. Na ocasião, o petista era entrevistado pela apresentadora e o seu colega de bancada, César Tralli.

Nas redes sociais, internautas acusaram o presidente de agir de forma “machista e misógina” para com a jornalista.

Um momento que chamou bastante atenção foi quando o Chefe do Executivo criticou Renata por uma pergunta em relação a dívida pública. Lula indicou estar decepcionado com a apresentadora e a “ensinou” que, como jornalista de “qualidade e competência”, devia ter começado formulando a indagação exaltando seus feitos em mandatos anteriores.

A fala foi apontada como “mansplaining” por parte da jornalista da Globo News, Natuza Nery. O termo é usado para se referir a momentos em que homens explicam algo de forma condescendente para mulheres, sugerindo que elas não entendem do assunto, ou que eles sabem mais que elas.

A polêmica aconteceu quando Renata apontou que a dívida pública ultrapassou os R$ 10 trilhões durante o mandato atual de Lula:

– A dívida disparou 10 pontos percentuais, atingiu 82% do PIB. E essa trajetória pressiona os juros, que encarece o crédito, que dificulta o investimento e que pesa no bolso das famílias. O seu programa de governo menciona uma necessidade de um ajuste fiscal, mas não traz metas explícitas para os próximos 4 anos. Então, eu quero saber do senhor quais são as suas metas e pra que percentual do PIB o senhor pretende trazer essa dívida? – questionou.

Na sequência, Lula retrucou:

– Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente. Você poderia dizer: “Presidente Lula, o senhor foi o único presidente na história do Brasil que fez superavit primário durante 8 anos do seu primeiro mandato”. Nos países do G20, eu fui o único que fez superavit primário durante oito anos. Nunca tive problema fiscal nesse país.

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