O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu empresa em Madri, na Espanha, em meio à apuração sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lulinha não é investigado, mas o nome dele surgiu devido à relação com pessoas envolvidas no esquema.
Aberta em 13 de janeiro deste ano, a empresa Synapta SL, de Lulinha, foi inscrita no Registro Mercantil de Madrid em 6 de fevereiro.
De acordo com o registro, a empresa presta serviços de tecnologia, como consultoria técnica e de TI; planejamento e projeto de sistemas de TI que integram equipamentos, software e tecnologias de comunicação. O capital declarado foi de 3 mil euros (cerca de R$ 18 mil). Além disso, a Synapta SL tem cinco advogados espanhóis como procuradores.
Lulinha é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atua no ramo de tecnologia. Em 2025, ele mudou-se para Madri, capital espanhola, como informou, à época, o Metrópoles, na coluna da Andreza Matais.
À Folha de S.Paulo, a defesa do empresário disse que a empresa não tem relação com as investigações em andamento e que segue exigências legais. Os advogados também informaram que a Synapta SL tem objetivos futuros e ainda não iniciou as atividades.
O filho do ex-presidente está na Espanha pelo menos desde o meio do ano passado. O nome de Lulinha apareceu em depoimento de uma testemunha que afirmou que ele recebia mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os dois também teriam viajado juntos para Portugal.
A defesa de Lulinha confirmou a viagem. Segundo os advogados, a ida ao país lusitano ocorreu em novembro de 2024. Lulinha teria sido convidado para visitar, ao lado do empresário, uma fábrica de produtos de cannabis medicinal em Portugal.
Lulinha também se disponibilizou para conversar com os investigadores. O advogado Marco Aurélio de Carvalho procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na semana passada para falar sobre o inquérito da “Farra do INSS”, relatado pelo magistrado, segundo divulgado pelo Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, .



