Jaqueta de Dinho, dos Mamonas Assassinas, é encontrada intacta
Quase 30 anos após a morte dos membros do grupo, a peça usada para enterrar o vocalista foi exumada e deixou familiares admirados
Publicado em 25 de fevereiro de 2026, às 13h:03
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Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados, na última segunda-feira (23/2), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, São Paulo, e um detalhe deixou familiares de Dinho chocados. A jaqueta usada para enterrar o vocalista foi encontrada intacta dentro do caixão.

“A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, contou Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas.

Desabafo

Em seguida, ele falou sobre a cerimônia: “Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial“, afirmou ele, antes de completar:

“Possivelmente vamos deixá-la exposta. Ela vai ser tratada e emoldurada. Foi um momento complicado, difícil, mas a gente passou junto”, encerrou.

Motivo da exumação

Três décadas depois do acidente aéreo que encerrou de forma trágica a trajetória dos Mamonas Assassinas, os familiares dos músicos decidiram dar um novo significado à despedida.

Em comum acordo, foi autorizada a exumação dos corpos para que parte das cinzas seja utilizada no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, em Guarulhos, cidade onde o grupo foi formado, na Grande São Paulo.

A novidade foi divulgada no último sábado (21/2) por meio das redes sociais oficiais da banda e também do cemitério. A proposta integra um projeto que busca transformar a memória dos artistas em um gesto simbólico de continuidade e preservação ambiental.

Mais detalhes

O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e seguirá o conceito adotado pelo empreendimento, que associa homenagem póstuma, vínculo afetivo, sustentabilidade e cuidado com a natureza.

A iniciativa prevê que as cinzas sejam incorporadas às sementes de espécies nativas, acompanhadas por especialistas responsáveis pelo desenvolvimento das mudas, criando uma representação de renovação a partir da lembrança.

Em nota, o cemitério destacou o significado do projeto. “Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.

A história da banda foi interrompida em março de 1996, após um show realizado em Brasília. Na volta para casa, o jatinho que transportava os integrantes colidiu com a Serra da Cantareira, causando a morte de todos os ocupantes. A tragédia marcou o país e consolidou o grupo como um dos fenômenos mais lembrados da música brasileira.

Por: Fábia Oliveira

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