Casa Branca sai em defesa de estrela da WNBA após críticas sobre atletas trans
Karoline Leavitt afirmou que Donald Trump acompanha o caso de Sophie Cunningham e reafirmou a posição do governo de que mulheres trans não devem competir em categorias femininas, tema que segue no centro do debate nos Estados Unidos.
Publicado em 29 de julho de 2026, às 16h:26
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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo acompanha a repercussão envolvendo Sophie Cunningham, jogadora da WNBA, a principal liga de basquete feminino dos Estados Unidos. Nos últimos meses, a atleta tem sido alvo de críticas por se manifestar publicamente contra a participação de mulheres trans em competições femininas.

Nas redes sociais, Cunningham passou a ser chamada por alguns ativistas de “MAGA Barbie”. O apelido faz referência à aparência da jogadora, que tem longos cabelos loiros, e ao slogan político de Donald Trump, “Make America Great Again” (MAGA).

Durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (23), Leavitt afirmou que o presidente Trump acompanha o caso e reiterou a posição da Casa Branca sobre o tema. “Sei que ele [Trump] está acompanhando a história. Como vocês sabem, esse também é um tema sobre o qual o presidente tem uma posição muito firme, assim como o povo americano: que homens não deveriam participar de esportes femininos. É completamente absurdo que alguém apoie isso”, declarou a porta-voz. Leavitt também elogiou Cunningham por se manifestar sobre o assunto.

Jogadora diz que é preciso “proteger meninas e mulheres” nos esportes femininos

Em entrevista à ESPN, publicada na última terça-feira (21), a jogadora do Indiana Fever afirmou que vem sendo acusada de “odiar pessoas trans”. A reação está relacionada a declarações de Cunningham sobre o tema, sendo uma das primeiras ainda em 2022. Na época, ela compartilhou uma publicação de um apresentador esportivo que criticava a vitória de Lia Thomas, uma mulher trans, em uma competição da primeira divisão da NCAA, a principal associação esportiva universitária dos Estados Unidos.

“Nunca disse odiar pessoas trans”, falou à ESPN. “Acho que estou aqui para espalhar amor. Mas também acredito que, junto com o amor, vêm a verdade e a honestidade. Quero proteger as meninas nos vestiários e no esporte, que não deveriam ter que competir contra homens biológicos”, acrescentou.

O assunto está no centro do debate político nos Estados Unidos após a Suprema Corte decidir, em 30 de junho, que os estados têm autoridade para proibir meninas e mulheres transgênero de competir em equipes femininas. A decisão se aplica ao esporte escolar e universitário.

Ao comentar o caso de Cunningham, Leavitt voltou a defender a posição da Casa Branca e criticou seus opositores. “A reação negativa que Cunningham está recebendo de democratas e setores da esquerda em todo o país é impressionante. Eles claramente estão muito desconectados da opinião do público americano sobre essa questão de bom senso. Trata-se de um fato biológico básico: homens não deveriam competir contra mulheres em campos e quadras esportivas em todo o país”, afirmou a porta-voz.

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